Projeto
de Organização do
Movimento
Nacional Contra a Obrigatoriedade
Do Serviço Militar Brasileiro
(distribua a tantos quanto puder)
Divulgação
MaisBrasil
maisbrasilong@bol.com.br
Todo o poder emana do
povo.
(CONSTITUIÇÃO da República
Federativa do Brasil, Art. 1º Parágrafo único).
Ao ler este projeto, tenha em mente
que você é único e como indivíduo deve ser respeitado. Saiba que seus direitos à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são invioláveis pelo
Estado ou por quem quer que seja, e estão protegidos pelo documento que rege
nossa nação. Se você se
sente subjugado, sua voz deve e será ouvida. Você não vai mais abaixar a
cabeça diante da realidade absurda que corrompe! Junte-se a nós e vamos
fazer valer essa voz, porque essa é a voz da Humanidade. Ninguém impedirá
nossa marcha em direção à sociedade democrática!
Projeto de Organização do Movimento Nacional contra a Obrigatoriedade do Serviço Militar Brasileiro.
2005/2006
A existência e a divulgação deste documento estão protegidas pelo Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos da Constituição da República Federativa do Brasil.
Art. 1º Parágrafo Único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição.
Art. 5º IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença;
Sumário
1.
Considerações Iniciais – Proposta
- PEC (Emenda
Constitucional)
2.
A Realidade Brasileira
- Seleção
3.
Os argumentos do Estado
- A voz do Brasil
- A voz do
Ministério da Defesa
- Argumentação do Ministério da
Defesa sob olhos críticos
- A voz do Papa
- A voz do Presidente da
República
- Outras vozes
4.
Os argumentos Democráticos
- A antítese
5.
Argumente
-
Contra-argumentando
6.
Agindo – Métodos de Ação
- Petição Online
- Manifestação
Virtual
- Divulgação Virtual
- Divulgação Nacional
- Organização
Nacional
7. O verdadeiro valor da sociedade
8. Bibliografia
9. Divulgação
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
Albert Einstein
- Considerações iniciais
Este projeto destina-se a
qualquer cidadão Brasileiro ou de nacionalidade diversa que acredite no poder
transformador de um povo. A criação deste data do ano de 2005 e objetiva a
urgente aprovação de Proposta de Emenda Constitucional que altere a
característica de obrigatoriedade do serviço militar Brasileiro, substituindo-a
pela facultatividade ou pelo voluntariado.
É importante ressaltar que este
projeto não tem como objetivo discutir o serviço militar. A mobilização
restringe-se em ir contra a obrigatoriedade de prestação de serviço, uma vez que
essa fere um direito inviolável que é a liberdade individual e, por se opor à
vontade da população, vai contra a democracia.
Quando se afirma sobre a democracia, deve-se ter em mente que essa se resume em um governo estruturado, organizado, sobre uma população consciente de sua existência, o qual leva em conta os interesses dessa população em prol da mesma. A República do Brasil é democrática, não aristocrática, e partindo desse princípio é inconcebível que imponha à população um serviço obrigatório como vem ocorrendo, contra a sua vontade.
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamento:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
(grifos nossos)
A discussão a respeito do serviço militar obrigatório pode levar a argumentação a diversos temas controversos, os quais devem ser considerados, para a execução súbita do objetivo deste projeto, conjeturas desprezíveis.
O que se observa no Brasil é uma espécie, metaforicamente retratando, de névoa alucinógena do bem-estar social. Uma política romana antiga, aliada à atuação feroz da mídia do consumo, resulta em subjugação intensa. Pão e circo e uma sociedade sustentada por indivíduos desprovidos de vivência digna, sobreviventes necessitados de conhecimento dos direitos fundamentais de qualquer homem resumem a grande parte da gente deste país. A obrigatoriedade do serviço militar força indivíduos a deixar a dignidade em segundo plano, inseridos todos sob uma ditadura democrática, contra a qual pensam nada poder fazer. A discussão da obrigatoriedade respectiva parece ainda causar náusea na própria imprensa, que pouco senão sequer a discute.
Os movimentos diversos de libertação no Brasil têm perdido influência nos últimos anos. Desde o fim da ditadura, com a promulgação de uma democracia aparente que aos poucos vem se consolidando, as organizações, principalmente as populares, perderam sua força, muitas deixando de existir. Não cabe aqui discutir a estrutura política ou executiva ou econômica do atual governo Brasileiro. As considerações anteriores foram feitas justamente para ressaltar o fato desse projeto se distanciar daquelas organizações sem força ao se aproximar de uma mobilização nacional inédita, com ação forte no meio real e, principalmente, no meio virtual. Por “meio virtual” deve-se entender o meio de comunicação em massa que é a Internet e sua relação com o grande número de pessoas a ele conectado. Os organizadores deste projeto acreditam que esse grande número de pessoas é capaz de agir em prol de seus ideais, deixando de lado seus medos, suas apreensões, e com atos inteligentes e embasados, exigindo seus direitos. Entende-se por atos inteligentes e embasados aqueles que não partem da ignorância ou da violência, mas de planejamento anterior.
Um projeto que se diz democrático não teria surgido se não fosse vontade da população que esse surgisse. É claro que a grande parte da população Brasileira não é a favor da obrigatoriedade do serviço militar, que deveria ser, unicamente por esse motivo, transformada em facultatividade. Facultatividade porque existe uma parcela da população que demonstra interesse em ingressar nas Forças Armadas de modo democrático e voluntário. Mas são muitos os argumentos que serão discutidos no decorrer desse projeto, provando de uma vez por todas que o que acontece atualmente é inadmissível para o desenvolvimento de uma sociedade igualitária e justa, independentemente de qualquer conjetura político-sócio-econômica.
É importante deixar claro que não se está afirmando coisa alguma a respeito do serviço militar ele mesmo e sua existência ou dissolução. Em verdade, uma nação sem um Ministério da Defesa, sem um Exército bem treinado, uma Marinha equipada, uma Aeronáutica de alta tecnologia num mundo conturbado, não teria como se defender nem mesmo de si. Isso é óbvio e indiscutível. No entanto, tais colocações não devem ser utilizadas como contra-argumentação ao presente projeto, como costuma ocorrer com outros planos de mesma natureza, já que simplesmente não coincidem com a proposta apresentada.
Os organizadores deste
projeto sentem-se transtornados com a realidade do Brasil, país detentor de um
território de mais de oito milhões de quilômetros quadrados, com mais de cento e
oitenta milhões de habitantes, uma população batalhadora, dona de uma cultura
invejável e, no entanto, tão intensamente subjugada. Os mesmos organizadores têm
em mente a certeza de que essa realidade pode mudar. Esse projeto é apenas uma
pequena demonstração do poder que os cidadãos dessa nação possuem. Para esses
organizadores, e para o Brasil Democrático, o Estado é, em essência, uma
organização de pessoas racionais que o compõem com o intuito fundamental de
oferecer condições decentes de vida para toda a população a qual aceitou sua
existência. Fica claro que subjugar o povo não está entre as funções dessa
organização. Os organizadores ainda acreditam que o Governo do Brasil
rapidamente se manifestará a favor das mudanças democraticamente por este
projeto propostas, uma vez que este Governo acredita na população Brasileira e
não tardará em dar mais um passo em direção a uma sociedade mais
Humana.
Para terminar essas considerações iniciais, é válida a
colocação de alguns trechos de um famoso escritor russo, Leon Tolstoi, de 1893.
O texto, a princípio anacrônico, demonstra que já no final do século XIX havia
indivíduos preocupados com a obrigação que persiste ainda no século XXI.
Resistência Ao Serviço
Militar
Os governos foram criados para livrar o homem da
crueldade dos conflitos individuais e para dar-lhe a segurança na permanência de
uma vida em grupo. Mas, em vez disso, submetem o homem à mesma necessidade de
lutar e apenas substituem os conflitos entre vizinhos pelas guerras entre
Nações, embora o perigo de destruição permaneça exatamente igual, tanto para o
indivíduo quanto para a Nação.
A criação de um serviço militar obrigatório
se assemelha ao que acontece ao homem que deseja manter de pé uma velha casa
prestes a ruir - para evitar que as paredes caiam, ele coloca escoras; para
impedir que o teto afunde, coloca mais escoras; quando o espaço livre entre as
escoras ameaça vir abaixo, providencia novas escoras como reforço, e o que acaba
acontecendo é que, embora a casa permaneça de pé, as mesmas vigas que a impedem
de cair também não permitem que ninguém possa viver nela. O mesmo ocorre com o
serviço militar obrigatório: ele destrói todos os benefícios do sistema que
deveria defender.
Os benefícios desse tipo de sociedade consistem na
segurança que é dada à propriedade e ao trabalho e na ação conjunta de todos os
seus integrantes visando o bem-estar geral, mas o serviço militar obrigatório
destrói tudo isso.
Os impostos recolhidos ao povo e destinados aos
preparativos de guerra consomem a maior parte da produção, cuja proteção deveria
ser o objetivo do exército.
O fato de que, para servir ao exército, todos
os homens sejam obrigados a interromper o curso normal de suas vidas representa
uma violação ao seu direito de produzir.
Em outros tempos, se dissessem
a um homem que, ao recusar-se a reconhecer a autoridade do Estado, ele ficaria à
mercê dos ataques de homens perversos - inimigos internos e externos - e que
teria de lutar sozinho, sujeitando-se a ser morto em combate, sendo, portanto,
vantajoso suportar algumas dificuldades em troca de proteção, ele poderia
acreditar, já que os sacrifícios que viesse a fazer pelo Estado seriam apenas
pessoais e lhe garantiriam pelo menos a esperança de uma vida tranqüila numa
nação estável. Mas no momento em que não apenas os sacrifícios parecem ter se
tornado mil vezes mais penosos, mas os benefícios parecem ter desaparecido, é
natural que os homens tenham chegado à conclusão de que a submissão à autoridade
é algo totalmente inútil.
Mas a importância decisiva do serviço militar
obrigatório como manifestação das contradições inerentes à concepção social da
vida não está apenas nisso. A principal manifestação dessa contradição reside
no fato de que, sob o sistema de serviço militar obrigatório, todo cidadão, ao
tornar-se um membro do exército, [contra sua vontade,] transforma-se num esteio
da organização oficial e num participante de todas as ações de um governo cuja
integridade ele próprio não admite.
O governo garante que o exército
serve, basicamente, para proteger o país do ataque de inimigos externos, mas
isso não é verdade. Ele é necessário, antes de qualquer outra coisa, contra os
próprios cidadãos, e todos os homens que prestam o serviço militar, tornam-se,
involuntariamente, cúmplices em atos de violência que o governo inflige aos seus
próprios súditos...
O serviço militar obrigatório é o último estágio da
violência que o governo utiliza para manter íntegra a estrutura do poder e é o
limite extremo a que pode chegar a submissão.
(grifos nossos)
LEIA as linhas deste documento COM EXTREMA ATENÇÃO. Para que seja possível acabar com a obrigatoriedade contra a qual se luta, são necessários: organização, argumentação bem fundamentada e equilíbrio emocional – “perde-se uma batalha, mas se ganha a guerra”. A falta de qualquer um dos fatores apresentados poderá e deverá resultar em uma manifestação alquebrada, ignorada, sem alcance nacional e, portanto, ineficiente.
- PROPOSTA
O presente projeto objetiva a instituição de um serviço militar voluntário ou facultativo no Brasil, substituindo o atual modelo obrigatório. No campo legislativo, objetiva a imprescindível aprovação de PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que institua o serviço militar facultativo. A obrigatoriedade do serviço militar, embora anacrônica e destoante, está na CONSTITUIÇÃO do Brasil, o principal documento que rege todo o país. É fator-chave a aprovação de uma proposta que corrija o texto legal, esta levada ao poder legislativo através dos deputados.
Embora poucos saibam, já
existe uma proposta em andamento na Câmara dos Deputados, a qual já foi
arquivada e desarquivada. Trata-se da Proposta de Emenda Constitucional do
Deputado Fernando Gabeira (PEC 80/1995), à qual foi apensada proposta da
Deputada Maria do Rosário, mais recente, de 2003 (PEC-50/2003). De acordo com o
sítio da Câmara dos Deputados, o último processo do andamento da proposta data
de 27/05/2003: “Encaminhada à publicação.
Publicação Inicial DCD 28 05 03 PAG 23325 COL 01”.
Seguem as
propostas de Maria do Rosário e Fernando Gabeira, as quais este projeto apóia
veementemente em favor de suas aprovações.
PROPOSTA DE EMENDA À
CONSTITUIÇÃO Nº 18, de 2003
(Da Senhora Maria do
Rosário e outros)
Institui o serviço
militar facultativo.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a
seguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º O art. 14, 2º,
da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte
alteração:
I - suprima-se do § 2º do art.14 da Constituição
Federal a expressão: “durante o período do serviço militar obrigatório, os
conscritos.”
Art. 2º O art. 143 da Constituição Federal passa a
vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 143. O serviço militar é
facultativo, na forma da lei.
§ 1º (Revogado)
§ 2º
(Revogado)”
Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na
data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
O serviço militar consiste no
exercício de atividades específicas desempenhadas pela Marinha, pelo Exército e
pela Aeronáutica. Ao longo de nossa história, brasileiros foram convocados a
empunhar armas, conscientes de suas responsabilidades na defesa da nossa
Nação.
No início do século XX, surgiu a necessidade de normatizar
procedimentos e adotar rotinas para o alistamento de civis e a convocação de
reservistas.
Em 1908, foi instituída, por lei, a obrigatoriedade do
serviço militar. Todavia, o novo sistema só foi efetivado após memorável
campanha cívica de Olavo Bilac. Esse poeta lutou pela criação da Liga de Defesa
Nacional, com serviço militar obrigatório, sob um argumento de grande
elasticidade: “O melhor meio para combater a possível supremacia da casa militar
é justamente a militarização de todos os civis: a estratocracia é impossível
quando todos os cidadãos são soldados”.
A lei determinava que o
recrutamento se fizesse mediante sorteio militar, o que foi inaugurado em 1916.
Tal sistema vigorou até 1945, quando foi implantado o recrutamento na forma de
convocação geral por classe.
Nos dias de hoje, entretanto, a situação é
completamente diferente daquela do início do século XX. O regime militar,
marcado por forte presença das forças armadas na política brasileira, já é
passado. A preocupação com a defesa do território há muito deixou de ser
prioridade, uma vez que as condições sociais do país transformaram a saúde, a
educação e a segurança nos principais focos de atenção do Governo e da
população.
O sistema de convocação obrigatória, aliás, tem se mostrado
prejudicial à conclusão do processo de educação de milhares de jovens, que são
obrigados a interromper seus estudos. Muitas vezes, a incorporação frustra a
inserção do jovem no mercado de trabalho, a cada dia mais exigente e
profissionalizado.
Não há
mais justificativa para se privar o cidadão brasileiro de direitos básicos
apenas por não ter se alistado. Atualmente, o cumprimento da obrigação militar é
condição indispensável para que o cidadão possa prestar concurso público, tirar
passaporte e ser matriculado em universidade.
Deve-se observar, também,
que o fim da obrigatoriedade levará à criação de forças armadas profissionais,
compostas de recrutas que apresentam vocação para a atividade militar. Em face
das características demográficas do Brasil, o número de jovens interessados em
se alistar irá superar, com facilidade, a capacidade de absorção das forças
armadas.
Muitos países que recentemente passaram por conflitos bélicos já
descartaram o modelo do serviço militar obrigatório, sendo exemplos os Estados
Unidos e a Alemanha. A Argentina e o Uruguai, nossos vizinhos do Mercosul,
instituíram com sucesso o serviço militar facultativo. Para se ter uma idéia, 67
mil voluntários se incorporaram às forças armadas argentinas em 1997.
Pelo exposto, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação da
presente proposta.
Sala das Sessões, em 23 de março de
2003.
DEPUTADA MARIA DO ROSÁRIO
PT – RS
*
Proposição:
PEC-50/2003
Autor:
Maria do Rosário - PT /RS
Data de Apresentação:
07/05/2003
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário
Matérias sujeitas a normas especiais: Especial
Apensado(a) ao(a):
PEC-80/1995
Situação: MESA: Tramitando em Conjunto.
Ementa:
Institui o serviço militar facultativo.
Explicação da Ementa:
Alterando os artigos 14 e 143 da nova Constituição Federal.
Indexação:
Alteração, Constituição Federal, Forças Armadas, extinção, serviço militar
obrigatório, criação, serviço militar, serviço facultativo.
Última
Ação:
16/5/2003 - Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) -
Apense-se à PEC-80/1995.
*
PEC -
80/1995
Proposição: PEC-80/1995
Autor:
Fernando Gabeira - PV /RJ
Data de Apresentação:
27/04/1995
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário
Matérias sujeitas a normas especiais: Especial
Situação: PLEN:
Aguardando constituição de Comissão Temporária.
Ementa: Dá nova
redação ao parágrafo 2º do artigo 14 e ao "caput" do artigo 143 da Constituição
Federal.
Explicação da Ementa: DETERMINANDO A SUPRESSÃO DA
EXPRESSÃO 'DURANTE O PERIODO DO SERVIÇO MILITAR OBRIGATORIO, OS CONSCRITOS' DO
TEXTO CONSTITUCIONAL NO QUE SE REFERE AO ALISTAMENTO ELEITORAL, E TORNANDO
FACULTATIVO O SERVIÇO MILITAR EM TEMPO DE PAZ, ALTERANDO A NOVA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Indexação: ALTERAÇÃO, DISPOSITIVOS, DIREITOS POLITICOS, FORÇAS
ARMADAS, CONSTITUIÇÃO FEDERAL. POSSIBILIDADE, ALISTAMENTO ELEITORAL, CONSCRITO,
SERVIÇO MILITAR OBRIGATORIO. FACULTATIVIDADE, ALISTAMENTO, SERVIÇO MILITAR
OBRIGATORIO, TEMPO DE PAZ.
Despacho:
31/5/1995 - DESPACHO A
CCJR.
Pareceres, Votos e Redação Final
- CCJC (CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA
E DE CIDADANIA)
PAR 1 CCJR (Parecer de Comissão)
PRL 1 CCJR (Parecer do
Relator) - Roland Lavigne
A justificação da proposta da Deputada Maria do Rosário é clara e objetiva quanto a nossos objetivos. Este projeto afirma, mais uma vez, que a aprovação de proposta de natureza respectiva, o quanto antes, é objetivo primordial na constituição de um país democrático, moderno, onde as pessoas se respeitem mutuamente. As PEC transcritas acima estão em longo processo que parece nunca chegar a um parecer final. A aprovação das mesmas é evidentemente necessária, e os argumentos que a defendem estão na própria justificativa apresentada. Podemos ainda afirmar sobre a existência de outras propostas em tramitação na câmara que não apóiam o serviço voluntário, mas algumas medidas que alterariam o atual sistema de alistamento. É o caso da proposta do deputado Walter Barelli: jovens com até 18 anos e emprego formal há, no mínimo, 9 meses, seriam dispensados do serviço. A aprovação dessas propostas não deixa de constituir certo avanço. No entanto, podem também iludir a população com concessões sublimes na aparência, mas pouco efetivas na prática.
Segue uma
lista com alguns nomes de Deputados (além de seus correios eletrônicos e sítios,
caso possuam) que apresentam opinião positiva acerca da instituição do serviço
militar facultativo, de acordo com o sítio da Câmara (http://www.camara.gov.br/) acessado em
Agosto de 2005. Mande seu apoio à proposta aos e-mails correspondentes o quanto
antes: assim estaremos reclamando àqueles que podem, efetivamente, fazer algo
pelo país.
Maria do Rosário (PT/RS) – http://www.mariadorosario.com.br/ mariadorosario@camara.gov.br
Fernando Gabeira (PV/RJ) – http://www.gabeira.com.br/
Luiz Antonio Fleury Filho (PTB/SP) – http://www.fleuryfilho.com.br/
luizantoniofleury@camara.gov.br
Luiz Gonzaga Patriota (PSB/PE) – gonzagapatriota@camara.gov.br
- A Realidade Brasileira
- Os Argumentos do Estado
1 – O Serviço Militar Obrigatório
O Serviço Militar no Brasil.[sic] regulado na Constituição e em Lei Complementar específica, tem caráter obrigatório.
Para os que prestam o Serviço Militar, as Forças Armadas constituem uma grande escola e, com freqüência, a oportunidade única de ascensão social, mesmo nos grandes centros urbanos.
Constata-se, entretanto, que no âmbito de nossa sociedade, discute-se com maior intensidade a característica da obrigatoriedade do Serviço Militar, discussão essa que, freqüentemente, leva a algumas afirmações e análises, nem sempre bem fundamentadas.
É necessário, portanto, nesse debate, considerar alguns aspectos particulares sobre o tema em apreço.
Tomando por base, por exemplo, a Classe de 1981 (jovens nascidos nesse ano), selecionada para prestar o Serviço Militar em 2000, verificaram-se os seguintes dados:
|
FORÇA |
ALISTADOS |
APRESENTADOS |
APTOS |
INC+MAT |
DISPENSADOS |
%
DOS |
|
MB |
20.771 |
14.873 |
8.992 |
3.677 |
5.315 |
0,23% |
|
EB |
1.545.036 |
656.557 |
418.818 |
84.629 |
334.189 |
5,33% |
|
FAB |
21.177 |
21.718 |
15.889 |
4.219 |
11.670 |
0,27% |
|
TOTAL |
1.586.984 |
693.148 |
443.709 |
92.525 |
351.174 |
5,83% |
Para atender às necessidades das Forças Singulares foi necessário, aproximadamente, 2/15 do pessoal apresentado e 1/5 do pessoal apto e pode-se concluir que da Classe convocada, foi incorporado somente 5,83%. É fundamental ressaltar, também, que dos chamados a servir na Marinha, cerca de 90% desejaram fazê-lo; no Exército 75% e na Aeronáutica 100%.
Em observância à Lei do
Serviço Militar e à relevância de fatores outros - as necessidades e a
localização das Organizações Militares da Ativa e dos Órgãos de Formação da
Reserva, as possibilidades orçamentárias dos Comandos Militares e o critério de
não prejudicar as áreas agropecuárias - para o recrutamento, em 2000, foram
dispensados de tributação 4.679 municípios. Em outras palavras, de um total de
cerca de 5.506 municípios, apenas 827 contribuíram para o Serviço Militar.
Longe de constituir exceção no mundo, a obrigatoriedade do Serviço Militar é
adotada em 2/3 (dois terços) dos países que possuem Forças Armadas
organizadas.
Nos seguintes países, dentre muitos outros, o Serviço Militar é obrigatório e por prazos variados:
|
PAÍS |
PERÍODO |
|
ALEMANHA |
9 meses |
|
BULGÁRIA |
de 2 a 3 anos |
|
CHINA |
2 anos |
|
ESPANHA |
9 meses |
|
FRANÇA |
10 meses |
|
HUNGRIA |
2 anos |
|
ITÁLIA |
12 meses |
|
POLÔNIA |
de 2 a 3 anos |
|
PORTUGAL |
4 meses |
|
TURQUIA |
20 meses |
|
RÚSSIA |
18 meses |
Não passa despercebido que na Europa, marcada por conflitos bélicos até mesmo após o fim da "Guerra Fria", a maioria dos países não modificou o critério de obrigatoriedade para o Serviço Militar. Na Alemanha unificada, por exemplo, a partir de 1994, o Serviço Militar continuou sendo de 12 meses e constituído de 10% de voluntários, 20% de profissionais e 70% de conscrição obrigatória.
Na América Latina - o nosso contexto - dez países observam o Serviço Militar obrigatório, normalmente, por um período de 12 a 24 meses, mas chegando a 36 meses, no caso de Cuba. Quatro países adotam um critério misto, isto é, voluntários completados por uma conscrição parcial. Somente o Uruguai, a Argentina, a Guiana e o Suriname adotam, exclusivamente, a forma de voluntariado.
A experiência de países que adotaram o voluntariado como critério de recrutamento para o Serviço Militar tem permitido reflexões sobre a eficácia do critério. Vem sendo constatado que as remunerações oferecidas não atraem os recursos humanos necessários, principalmente para as funções que exigem uma maior capacitação pessoal e os dispêndios com seguridade social são muito significativos.
A profissionalização completa das Forças Armadas poderia parecer, à primeira vista, uma solução lógica; na verdade, ela impossibilita a formação de reservas mobilizáveis, indispensáveis em uma situação de guerra, dificultando, portanto, a ambientação do soldado às diversas áreas operacionais do Brasil, imposição de nossa continentalidade.
Além disso, há também a
observar que, em muitos casos, em regiões e situações diversas, as Forças
Armadas constituem o único significado de brasilidade de caráter permanente.
Pesquisas realizadas em janeiro de 1996, em âmbito nacional e por institutos
de renome, confirmaram que não houve mudança de opinião da população no que se
refere à obrigatoriedade do Serviço Militar. A maioria continua
favorável.
(figura disponível apenas na versão PDF deste documento)
Forças Armadas - Instrumentos da Segurança e Liberdade dos
Povos
"O Serviço Militar aprimora e fortifica o caráter das pessoas, preparando-as para enfrentar com mais segurança e coragem as provas da vida.
O Serviço Militar não é só uma profissão ou um dever. Deve ser também uma ordem interior da consciência, uma ordem do coração. As tradições militares ligaram, ao longo do século, o Serviço Militar ao amor à Pátria.
Os que, por obrigação de servir à Pátria, se encontram no Exército, considerem-se integrantes da segurança e da liberdade dos povos.
O Militar é um servidor da segurança e da liberdade dos povos, sempre animados pelo espírito da paz.
Desejo que todos os exércitos possam, na paz, servir a seu povo e à sua Pátria."
Em “Serviço Militar Obrigatório no Brasil: Continuidade ou Mudança?”, estudo de Paulo Kuhlmann, disponível na Internet, pode ser encontrado um resumo dos motivos utilizados na defesa da obrigatoriedade do serviço militar. Seguem os mesmos:
Outros motivos: 1- mais democrático, porque é universal, 2- universo de escolha mais amplo, já
que o mercado de trabalho é desfavorável ao servidor público, 3- menor custo de manutenção de
efetivos, 4- manutenção de efetivos completos nas Organizações Militares, 5- o contingente
incorporado é pequeno, e 52% dele é de voluntários, 6-o modelo é adotado em 2/3 dos países
com Forças Armadas organizadas, 7- possibilita a formação de reservas mobilizáveis, 8-a opinião
pública é favorável
Alguns deles até já foram contestados por este projeto ou serão em seguida. Como contra-argumentação, temos um fragmento também do mesmo trabalho:
Portanto, construir uma cidadania pela obrigatoriedade do serviço militar pode ter tido sentido quando se possuía uma nação em construção, com filhos de imigrantes de diversas origens e com idiomas e pensamentos políticos diversos. Hoje em dia, pode-se por em discussão esta necessidade de amalgamar a nação por meio do serviço militar obrigatório, que só abrange em torno de 5% dos jovens a serem alistados.
Venho manifestar-me contra a obrigatoriedade constitucional da prestação deserviço militar pelos cidadãos da República Federativa do Brasil. Este posicionamentonão significa objeção à existência do serviço militar, e sim especificamente ao fatodo alistamento ser obrigatório. Posiciono-me igualmente contra a existência de umserviço civil alternativo que também seja obrigatório. Por definição, trabalho escravoé todo aquele exercido contra a vontade do trabalhador, ou por remuneração imposta,não negociável. Serviço militar obrigatório, serviço civil obrigatório e também trabalhocompulsório como mesário em eleições configuram pura e simplesmente trabalho escravo, inconstitucional e imoral. Assim, no Brasil, O TRABALHO ESCRAVO É OFICIALIZADO. Reconheço e admiro o trabalho realizado pelas diversas unidades de serviçomilitar, com relação à introdução de jovens brasileiros de todas as origens aosconceitos de cidadania, moral e civismo, e considero igualmente válida a preparaçãomilitar recebida pelos que prestam o serviço. No entanto, o caráter obrigatóriodo alistamento enfeia e descaracteriza o que poderia ser, se voluntária, uma bela demonstração de nobreza, dignidade e amor ao país. Finalmente, defendo a existência de uma força militar forte, profissional,bem equipada e remunerada, e inteiramente voluntária, à semelhança de grandesforças militares como as dos EUA e do Reino Unido.(grifos nossos)
É interessante ressaltar no texto de Corbett a afirmação relativa ao caráter obrigatório, a qual foi grifada.
Seguem as considerações complementares com a argumentação popular:
-
O próprio Ministério da Defesa afirma
que, embora o serviço militar seja de caráter obrigatório, a maior parte dos
incorporados o presta de acordo com a própria vontade (uma suspeita taxa de
52%). Considerando que apenas 5% dos alistados a cada ano são incorporados, é
ridículo afirmar, com base nesses dados, que faltaria contingente humano para
preencher as vagas oferecidas. Desse modo, conclui-se que a manutenção de um
serviço militar obrigatório não possui sentido tomando-se por base os dados
numéricos apresentados pela entidade do Governo Brasileiro. Ora, é preciso haver
um motivo para as Forças Armadas defenderem a obrigatoriedade do serviço. Uma
suposição não tão surreal resume um certo receio, por parte das mesmas Forças,
de perder autoridade ou reconhecimento frente à população, os quais não são
pequenos. Os organizadores deste projeto reconhecem pesquisas do instituto
Datafolha que colocam as Forças Armadas em terceiro lugar no ranking dos órgãos
mais confiáveis. No entanto, é indiscutível: a liberdade e a igualdade da
população, hoje intensamente subjugada, valerá sempre mais do que o prestígio de
uma entidade (representativa e pelo povo). O contrário seria inconstitucional e
irracional.
Outro motivo resume a apresentação de falsos dados ou a não
apresentação de dados por parte dos órgãos responsáveis. Pode-se chegar à
conclusão de que o serviço é obrigatório hoje porque, caso não o fosse, não
haveria o contingente necessário. Em suma, nem 5% dos jovens do país se
disporiam para a prestação do serviço caso ele não fosse obrigatório (!). Isso é
triste, gravíssimo e extremamente negativo para a organização de uma sociedade
democrática, de seres humanos pensantes, racionais. No entanto, o patriotismo
não pode ser imposto a alguém. Então se obriga alguém a lutar, trabalhar ou
fazer qualquer coisa em nome de uma instituição na qual o indivíduo nem mesmo
acredita? Parece que os problemas vão adquirindo maior intensidade conforme nos
aprofundamos nesta discussão. Agora entramos no delicado assunto do sentimento
de nacionalidade do Brasileiro, que se deteriorou desde o tempo em que éramos
colonos, quando o Estado foi criado antes da Nação propriamente dita.
-
Hoje o caráter obrigatório do serviço
militar é muito mais contestado pela população em geral do que o Ministério da
Defesa e o Exército supõem em suas argumentações. A questão é que os indivíduos,
em geral (e não é muito “forçada” essa generalização), não lutam por seus
direitos: seus problemas são discutidos nas rodas de amigos, no trabalho ou com
a família, nunca com o Governo, que é, paradoxalmente, o único que pode e
deveria fazer algo concreto. Felizmente isso está mudando, como pode ser
percebido nos últimos anos. Murmúrios de alguns se transformam em vozes mais
altas que já ecoam na mídia e forçam o Ministério da Defesa de um país a colocar
um texto na Internet, defendendo a lei herdada da República Velha, ou o artigo
constitucional herdado da Ditadura, a qual não pode ser aqui resumida em
palavras, tal é sua fealdade.
São estranhas as colocações de que a maior
parte da população é favorável à obrigatoriedade do serviço militar, portanto
contrários ao voluntariado. Não existem argumentos democráticos que possam ser
utilizados para justificar uma opinião pública com esse teor. Mais suspeito
ainda é que esse fato seja mencionado, nos textos que defendem a
obrigatoriedade, sempre em posição terminal, como último argumento e,
aparentemente, o menos importante. A opinião pública resume a opinião da nação,
a qual deve ser levada em consideração de alto peso numa sociedade Democrática.
Não há necessidade de transcrever aqui, mais uma vez, o primeiro artigo de nossa
CONSTITUIÇÃO.
O ser humano é obrigado a se alistar quando tem dezessete ou
dezoito anos de idade. Aos contrários a obrigatoriedade do serviço militar, é
nessa idade, então, que ele sente a subjugação inerente da sociedade que o
obriga a fazer aquilo que não quer, impondo-lhe um projeto em sua vida que não
houvera sido programado. Essa inserção forçada resulta numa desestruturação
psicológica que se mantém fora de sua consciência, por ser desagradável. Mas ela
não é destruída. Desse modo, fica a idéia de que se for escolhido, servirá,
afinal não há o que fazer, e “vai ser bom”. Isso demonstra fraqueza nos
princípios. Por que, afinal, devem esses jovens ser obrigados a fazer algo
contra suas vontades? Quais os argumentos que se pode utilizar para defender
essa tese? E se isso de fato ocorre, qual o motivo dos mesmos não se
organizarem? O principal motivo está, em parte, na imaturidade. Esses jovens,
quando possuem certa maturidade e espírito de luta, já são mais velhos e os
problemas da obrigatoriedade são vistos como uma distante lembrança que deve ser
evitada. Por isso, deixam até mesmo de comentar sobre o assunto, embora
continuem sendo contra. Outros passam então a defender a obrigatoriedade, tal é
a alienação inerente da sociedade opressora, pois o é nas mais diversas áreas.
Ainda imaturos quanto à reflexão social, passam a defender aquilo que os
oprimia, como forma de descontar suas frustrações no ser alheio. Isso quando não
são ainda mais subjugados, deixando de desenvolver o próprio senso crítico, algo
indispensável num mundo conativo.
- Há, é claro, uma parcela da população que é a favor da obrigatoriedade do serviço militar. Os organizadores deste projeto ouviram algumas destas opiniões (na Internet é difícil de encontrá-las, a não ser aquelas que partem dos próprios militares) e chegaram a uma conclusão reconfortante. O que ocorre é um erro de julgamento ocasionado por falta de reflexão no assunto. As opiniões são semelhantes: elevam o serviço militar como serviço civilizador, que dá ao jovem mais responsabilidade, marco entre a adolescência e a fase adulta da vida de um homem, transformador do “vagabundo” em “trabalhador honrado”. Em verdade, são a favor do serviço militar, e não da obrigatoriedade do mesmo.
- O serviço militar tem causado muitas reclamações por parte daqueles jovens prejudicados em sua fase de estudos ou de inserção no mercado de trabalho. Nesses casos, antes de ajudar o jovem, o serviço acaba prejudicando-o. Não é falsa a afirmação de que empresas preferem jovens livres do serviço a jovens ligados a ele. Considerando que a concorrência no mercado de trabalho não é pequena, é claro que essa parcela da juventude acaba sendo privada dos interesses pessoais em época de prestação de serviço militar. Antes de inserir, o serviço exclui.
- Um outro argumento, e este extremamente forte, além de absolutamente degradante, resume o fato de mulheres e eclesiásticos não serem obrigados a servir. Isso é inconstitucional e resulta em desigualdade extrema, além de preconceito e discriminação. Estamos em pleno século XXI, quando mulheres e homens aproximam-se da igualdade de direitos, aquela igualdade aludida no preâmbulo da CONSTITUIÇÃO. O fato de mulheres serem aceitas, hoje, para o serviço militar deste país, prova que mesmo as Forças Armadas consideram o indivíduo do sexo feminino tão capaz quanto o do sexo masculino. Assim, qual é o motivo alegado para tamanha desigualdade de direitos? Sacrário da família, objeto criador de filhos? Os argumentos parecem ter sido sintetizados já faz algum tempo, ou há alguém no Congresso Brasileiro ou no Planalto de Brasília que ainda acredita que a mulher seja inferior ao homem? Ao obrigar apenas os homens, as mulheres estão sendo excluídas e consideradas, portanto, inferiores (ou o inverso). O mesmo ocorre com os eclesiásticos, visível influência da Igreja Católica na constituição de um país que deveria ser laico. Não se está afirmando que os eclesiásticos e as mulheres agora também devam ser obrigados a servir. Isso seria mais subjugação e estaríamos regredindo. Embora, caso isso ocorresse, manifestações contra a obrigatoriedade do serviço teriam alta probabilidade de surgir, atingindo o plano das manifestações de rua e discussões televisivas, que resultariam, rapidamente, na Síntese hegeliana objetivada por este projeto.
- Os argumentos sociais apresentados pelo Governo, representados pelo Ministério da Defesa, são tão descabidos que chegam a ser oníricos. Entre eles está aquele que afirma que a obrigatoriedade do serviço militar é responsável, ainda hoje, pela unicidade do país e por um encontro anual entre as mais diversas etnias numa espécie de miscigenação cultural, o que não ocorreria caso o serviço fosse voluntário (sítio do Exército). Não há o que contra-argumentar. O que se conclui é que ou as Forças Armadas ainda vivem o começo do século XX ou que há argumentação forçada. Argumentação forçada não merece nem mesmo ser contestada. Contesta-se por si só.
- Utilizando os dados fornecidos pelo governo, ainda é possível fazer uma contraditória colocação. Afirmou-se que apenas 5% da população jovem foi incorporada ao serviço. Depois, houve aquele dado de que 52% dos incorporados prestava o serviço de acordo com sua vontade. Façamos uma relação óbvia e cheguemos à estranha conclusão de que as Forças Armadas, embora disponha de opinião pública favorável, não consegue ao menos selecionar cinco por cento dos jovens apresentados que sejam favoráveis à prestação do serviço. O que falta na seleção? Ou o que falta no jovem? Por que, afinal, 48% dos jovens prestavam o serviço obrigados, trabalhando forçadamente contra suas vontades, sem poder contestar a situação? Talvez seja hora de abandonar a velha propaganda de baixa qualidade, indigna do Governo, que convoca os jovens para o alistamento obrigatório, veiculada nos meios de comunicação obstinadamente, e passar a investir em propaganda de alta qualidade, arquitetada anteriormente, que desperte no jovem o sentimento de nacionalidade. Por que, alguém, em plena consciência, hesitaria em servir à nação na qual acredita? Um serviço que o transformaria em uma pessoa melhor? A necessidade da obrigatoriedade permaneceria?
- Reportagem recente do Jornal “Folha de São Paulo” no caderno “FolhaTeen” relaciona alguns dos argumentos aqui enumerados e chega à subjetiva conclusão que se resume na dúvida: “Por que continuar com isso se o melhor seria o voluntariado?”
-
Os organizadores deste projeto
possuem uma opinião pessoal que convém ser deixada aqui, com a ressalva de ser
opinião restrita:
Façamos uma
diferenciação forçada de termos para explicitar o que pensamos. O patriotismo
não é saudável. Morrer pela pátria é morrer por algo que nem sequer existe
concretamente, por uma instituição por vezes falida e opressora. O saudável, o
que todo ser humano deve possuir, é o sentimento de Patriotismo. Ainda mais
espécie de nacionalismo universal antes mesmo do nacionalismo propriamente
nacional. O patriotismo não é muito mais que uma forma de controlar a população,
enquanto o sentimento de fazer parte de uma nação é digno do ser humano, humano
em sentimento de humanidade, benevolência e compreensão da sociedade humana como
um todo. Ver a nação como um grupo de pessoas, as quais se unem, e mutuamente se
ajudam para construir uma sociedade digna e realmente humana é mais do que
saudável, é confortante e virtuoso. Morrer lutando pelos ideais da sociedade
igualitária e justa, contra aqueles que comprovadamente ameaçam a integridade
social não é subjugação estatal: é acreditar em si mesmo.
- Argumente
Cabe aqui fazer rápidas
considerações a respeito do poder argumentativo embasado indispensável ao
indivíduo que, integrante do Movimento Nacional Contra a Obrigatoriedade do
Serviço Militar, deve dominar. Vivemos um mundo em que o poder aquisitivo do
indivíduo representa, por vezes, mais do que seu próprio caráter. No entanto, a
inteligência, o conhecimento dos direitos e dos deveres, assim como da realidade
do país ninguém pode roubar. A utilização de uma argumentação forte, marcada por
fatos indiscutíveis, dados numéricos incontestáveis, com comentários bem
estruturados, pode conseguir destruir ou construir uma sociedade. Buscamos,
obviamente, sua construção.
Para dar início a nossas considerações, é válida
a transcrição de um fragmento de discussão encontrado na Internet (retirado de
uma petição contra a obrigatoriedade do serviço). Nele, um indivíduo
autodenominado “OFICIAL” expõe seus argumentos na página da petição. Logo
depois, uma integrante do movimento responde com um texto bem organizado, com
contra-argumentação estruturada e íntegra. É importante salientar que a
denominação “Oficial” pode ser falsa, não representando, portanto, a opinião das
Forças Armadas.
OFICIAL:
PETIÇÃO ULTRAJANTE!
OFICIAL:
SINCERAMENTE, MULHER, VC
DEVERIA REVER OS SEUS CONCEITOS E COLOCAR-SE NO SEU LUGAR... O SERVIÇO MILITAR
ATUAL DO BRASIL É PRATICAMENTE ' NÃO OBRIGATÓRIO', SÓ SERVE UMA COMPANHIA QUEM '
QUER '. ENTÃO, ANTE DE FAZER ESTA COISA SEM FUNDAMENTO, FAVOR, INFORME-SE
MELHOR... SE VOCÊS QUEREM REVER AS BASES DE NOSSO PAÍS, COMEÇEM PELO [sic] SUA
PRÓPRIA DOUTRINAÇÃO, PREPARANDO-SE PARA A VIDA! ESTUDANDO!... O JOVEM QUE
INGRESSA NAS FORÇAS ARMADAS NO SERVIÇO OBRIGATÓRIO, APRENDE ' POR BEM ' OU ' POR
MAL '... ISSO DEPENDE DO PREPARO QUE OS SEUS PAIS LHE DERAM... A DAR VALOR EM UM
PRATO DE COMIDA, UM COPO DE CHÁ GELADO, A UM BORNAL [Bolsa? Ou jornal?], APRENDE
A DAR VALOR NO QUE CALÇA, NO QUE VESTE, NAS HORAS CONTADAS E ESCASSAS QUE TEM,
APRENDE A SER LUTADOR, SER PERSISTENTE, ORGANIZADO, DISCIPLINADO... E O MAIS
IMPORTANTE!!!! APRENDE A SER HOMEN [sic]! O PIOR É QUE; QUANDO SAI DE UMA
COMPANHIA, TORNA-SE A MESMA PORCARIA DE ANTES... QUERIDA, OBSERVE, NÃO ESTOU
AQUI PARA LHE OFENDER, E SIM PARA DEFENDER O SERVIÇO MILITAR ATUAL E SUAS
DEFINIÇÕES!!!
Joanna B. S. Robert:
Querido Oficial, seus argumentos são fracos e podem ser facilmente destruídos. Em primeiro lugar, uma petição não é um “Chat”. Assim, você não devia estar defendendo seu ponto de vista contrário aqui. Talvez numa comunidade do ORKUT seja um lugar melhor. Lá aceitamos todo tipo de ideal, inclusive contrário, em busca justamente de um consenso final digno. Em segundo lugar, ao assinar OFICIAL, você demonstra não ter coragem suficiente para se expor como ser humano (pelo jeito, o serviço militar ainda não lhe ensinou a "ser homen [sic]"). Estou infeliz com sua posição - não indignada - já que você demonstra ser um perfeito representante da falta de instrução descabida que se vale de preceitos indignos para manter o país como está. Eu não sei mais por onde começar, tal é a incoerência do seu comentário. Pelo jeito você não entendeu o que queremos com essa petição. Algo “praticamente não obrigatório” ainda é obrigatório. Só aqui você já perde o poder de argumentação. A liberdade individual não pede por algo obrigatório. Você escreveu que "só serve quem quer". Então por que você está contra? Deveria estar apoiando nosso projeto, firmando algo que você faz parecer realidade. Você não acha que já se ridicularizou o bastante com o que escreveu até aqui? Sobre o fato de eu ter que estudar mais, só vou fazer um comentário: eu conheço toda a legislação do serviço militar, e se você já a leu pelo menos uma vez, e a entendeu, deveria apoiar nosso projeto.
Também lido com jovens e
os escuto, o que você parece não fazer com regularidade. Agora, o pior de tudo,
o que você realmente não devia ter feito: ao dizer que o jovem, depois do
serviço, volta a ser “a mesma porcaria de sempre”, você é ainda mais radical do
que nós. Você generalizou, criticou o jovem (dando a entender que todo jovem é
porcaria) e ainda se contradisse. Ao afirmar na obrigatoriedade do aprendizado
(aprende “por bem ou por mal”) você confirma ainda mais sua falta de reflexão
racional no assunto. Não sei se você tem a capacidade de perceber que criticou a
qualidade do serviço assim como pediu por sua extinção. Não há motivos
justificáveis para se manter uma entidade que exige investimento econômico e que
simplesmente não dá resultados. Olhe que não somos contra o serviço militar. De
jeito algum! Apenas contra a sua obrigatoriedade, por considerarmos-na
inconstitucional, isso sim “ultrajante”.
Vou terminar com um sorriso no canto
dos lábios contra a sua ironia a respeito do fato de eu ser mulher, embora tenha
certeza de que você não é tão ignorante a ponto de se considerar superior ao
sexo feminino. O meu lugar é no lugar contra a ignorância “autoconsciente”. Nós
já esperávamos por embates como este, mas eu me sinto envergonhada com um
exemplar da arraia-miúda intelectual que tenha se manifestado de forma tão
indecorosa. Acredito que as Forças Armadas do Brasil possuam expoentes
intelectuais imponentes que sabem defender o serviço militar com argumentos
consideráveis e que serão dificilmente derrubados por nós. Esses sim serão
nossos grandes desafios. No entanto, os do presente “Oficial” foram literalmente
truanescos (ridículos). Acredito que você tenha o mínimo de dignidade e irá se
redimir. (Tanto o presente comentário quanto o do OFICIAL serão retirados da
petição tão logo seja possível, já que essa não é palco para
discussões).
Uma boa argumentação se constrói a partir de conhecimento prévio, embasado. A utilização de comentários verossímeis e de dados incontestáveis (de consenso geral) reforça o poder argumentativo do texto, e portanto, seu poder de persuasão. Um texto ou discurso que explore os mais diversos recursos retóricos na colocação dos argumentos dificulta uma contra-argumentação, atingindo o seu objetivo pleno.
Não existe uma receita
mágica para a construção de um discurso argumentativo ou contra-argumentativo (o
que, dependendo do texto original, pode ser ainda mais difícil de ser
confeccionado). São necessários conhecimentos dos direitos humanos, dos
documentos que regem o país e nos quais é viável se apoiar, da legislação, da
estrutura administrativa, da situação nacional e da cultura do espaço analisado.
O que se deve evitar, a qualquer custo, são generalizações e opiniões das quais
não se tem certeza.
Antes de finalizar, é válida a transcrição de outra
manifestação a favor da obrigatoriedade do serviço militar, também extraída da
petição anteriormente aludida. Neste caso, a argumentação é mais coesa,
organizada, e o enunciador demonstra maior conhecimento de mundo, o que, como
analisaremos, não foi suficiente para a construção de um texto
eficiente.
J.A.:
Esta petição é a coisa mais fajuta que já vi. Parece coisa de catar endereços de otários para span [sic]. Vamos raciocinar, antes de escrever besteiras: 1) metade desta turma é de mulheres, gays e deficientes físicos e mentais, já dispensados do SM por Lei; 2) se acabar com o SM Obrigatório, quem for prestar o Serviço Militar terá que ser Voluntário e Profissional, e ser indenizado como tal, pelas tabelas que atraiam a quantidade de gente necessária, e nosso país tem outras prioridades além dessa; 3) quanto à escolaridade, é lógico que quem é mais preparado anteriormente não vai querer ficar porque já tem faculdade, emprego, etc, e quem está desesperado para ficar no SM é porque não tem formação, perspectiva de emprego e nem estudo, e esse o SM não se interessa; 4) para onde vai esta petição? quem muda a Lei Federal é o Congresso Nacional, e não listinha de internet; 5) o SM não tem ideologia: tanto os países capitalistas quanto os comunistas, o terceiro mundo, as democracias e as ditaduras, todos têm.
Começar a contra-argumentar
um texto como o que foi transcrito acima é uma tarefa desgastante. Não porque
seja difícil, mas porque resulte em uma triste conclusão subliminar: a de que
haja indivíduos que se baseiem em lugares-comuns, em argumentação
discriminatória e use, na confecção de seus textos, pouco da capacidade mental
que nos é característica.
J.A. separou os argumentos em itens e utilizaremos
a mesma enumeração em nossa contra-argumentação. Isso é um exemplo de como
quebrar a linha de pensamento de algumas reações inconsistentes. J.A. já começa
seu texto com uma triste consideração: diz que a petição em questão foi a coisa
mais fajuta que já viu. Não soa estranho? Alguém que considere uma petição a
coisa mais fajuta que já viu não deve apresentar grande experiência de vida. É
claro que não foi a coisa mais fajuta que já viu. Foi, isso sim, uma triste
colocação, impensada, utilizada para forçar o argumento. Mas argumentos
forçados, hiperbólicos, numa questão social, devem ser evitados a qualquer
custo. O comentário que segue a fraca consideração (“Parece coisa de catar
endereços de otários para span [sic]”) deixaremos de lado, por se tratar de
subjetivo e impróprio, uma suposição cuja veracidade não é comprovada.
A
consideração “Vamos raciocinar, antes de escrever besteiras” é
interessantíssima. Mas, como veremos, não foi seguida pelo argumentador. O uso
de expressões desse tipo, como ocorreu no texto apresentado pelo Ministério da
Defesa (“Constata-se, entretanto, que
no âmbito de nossa sociedade, discute-se com maior intensidade a característica
da obrigatoriedade do Serviço Militar, discussão essa que, freqüentemente, leva
a algumas afirmações e análises, nem sempre bem fundamentadas”), tende a influenciar o leitor no sentido deste
continuar a leitura com um subjetivo sentimento de crença prévia no que será
defendido.
1) Este primeiro argumento não prossegue e é simples de ser
destruído. A “turma” aludida (127 pessoas), em verdade, era composta por maioria
masculina, e não havia qualquer declaração de opção sexual, ou quaisquer outras
informações a respeito de situação militar ou condição físico-social. Mais uma
vez, o enunciador utilizou argumentação subjetiva, forçada, discriminatória,
pejorativa e, portanto, fraca.
2) O segundo argumento é comumente utilizado por aqueles que defendem a obrigatoriedade do serviço militar obrigatório. No entanto, o enunciador não foi feliz ao explicitar sua opinião. Como já colocamos neste projeto, a profissionalização é argumento relativo (apenas 5% dos alistados são chamados a servir, o que corresponde a uma pequena parcela que pode ser conseguida a partir de voluntariado simples) que não deve ser utilizado. Além disso, é um erro gravíssimo acreditar que a manutenção da subjugação nacional seja a melhor maneira para baixar os custos de uma sociedade que gasta milhões em plebiscito, compra de “parlamentares” (como já foi provado, portanto não se trata de especulação negativa) e programas pouco estudados: a questão é má distribuição do dinheiro, o que não deve e não será aqui discutido.
3) O enunciador afirma erroneamente e contradiz a própria argumentação. Ao afirmar sobre a preferência do serviço militar por aqueles de escolaridade superior, ele afirma sobre a exclusão social praticada pelo mesmo serviço ao não se “interessar” por “esses” (voluntários). Justamente um serviço que, em algum momento, pratica serviço alternativo que busca justamente a inclusão social e a união da “brasilidade” (como foi afirmado em documentos relativos às Forças Armadas). Isso é controverso.
4) Argumento pejorativo, sem base teórica. Ninguém afirmou coisa alguma sobre qualquer “listinha” que ia mudar “Lei Federal”. A petição contra a obrigatoriedade e seus objetivos não são argumentos utilizáveis para a manutenção da obrigatoriedade do serviço militar, ainda mais na própria página da petição. Não cabe aqui analisar os objetivos da petição, embora seja sabido o artigo 14 da CONSTITUIÇÃO da República:
Art. 14 – A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
O enunciador demonstra desconhecimento do artigo constitucional ou ignorância argumentativa (proposital).
5) Não cabe aqui discutir se o serviço militar possui ou não ideologia, afinal luta-se contra a obrigatoriedade do serviço e não contra o significado do serviço ele mesmo. Além disso, o fato de todos os países (generalização) possuírem serviço militar não significa que a obrigatoriedade do mesmo deva ser mantida.
Concluímos, por fim, que o respectivo texto possui fraca argumentação e não é feliz em pedir pela manutenção do serviço militar obrigatório (algo que ao menos chega a explicitar). Contudo, é de melhor qualidade quando comparado àquele do “Oficial”.
- Agindo – Métodos de Ação
A efetivação de um movimento nacional exige perseverança e organização. Seremos breves em apontar algumas idéias na organização de uma cúpula dirigente e de diversas sedes regionais. Nada burocrático. Simplesmente organizado, e que funcione.
A cúpula da organização deverá presidi-la, sendo esta formada por um número diminuto de indivíduos dispostos a oferecer todo o tempo disponível em prol da causa pela qual se luta. A partir daí, para que os ideais do projeto se espalhem, seria interessante a formação de grupos regionais dispostos a difundir a argumentação que deverá levar à alteração social e legal desejada. Quanto ao número de grupos regionais, o interessante é que sejam numerosos e abrangentes, sobretudo em intensa ligação com a cúpula dirigente, que deverá responsabilizar-se por dividir seus afazeres, os quais, a princípio, não serão muitos.
Os dirigentes da cúpula deverão criar documentos especiais para a organização do movimento fora do âmbito virtual.
A manifestação seguirá uma linha de atuação, a qual segue abaixo:
1. Distribuição do Projeto a tantos quanto for possível, principalmente para os meios de comunicação.
2. Organização de uma cúpula dirigente, que ficará responsável pelo movimento a partir de então. Busca de apoio.
3. Atuação na Internet, com manifestação cibernética: envio de mensagens por e-mail, petição online, manifestação nos diversos sítios da mídia e do governo através do correio eletrônico e movimentação nos diversos sítios de relacionamento, como o Orkut e os mais variados blogs.
4. Manifestação na mídia.
5. Manifestações nas ruas, as quais deverão ser organizadas em regiões especiais do país.
Explicitaremos o item número 3, tal é sua importância na divulgação do movimento.
PETIÇÃO ONLINE
Criar uma petição em nome da não obrigatoriedade do Serviço Militar no sítio de petições PetitionOnline.com.
Seu endereço deverá ser distribuído para todos os que forem conhecidos para que se torne uma manifestação cibernética que aponte o descontentamento de grande parcela da população brasileira. A justificação da petição é resumo do objetivo do presente projeto e pede pela aprovação de emenda constitucional. É fundamental que este endereço seja distribuído por sítio de relacionamentos (ORKUT e outros), com a mensagem que segue.
http://www.petitiononline.com/
Para: (todos os amigos)
Assunto: VAMOS MUDAR O BRASIL. Contra o Serviço Militar Obrigatório.
Mensagem:
Esta não é
uma simples mensagem. É uma mensagem que pode mudar o nosso país. Ela foi
enviada por ninguém menos que um amigo, e em amigos nós podemos confiar. Você
conhece o Serviço Militar do Brasil e seu feio caráter obrigatório? Está na hora
de mudar essa anacrônica herança de nosso país, que veio da República Velha,
reforçada pelo período de ditadura militar. Esqueçamos das velhas histórias de
civismo militar e pensemos na realidade. Isso que temos hoje resume um dos
maiores exemplos de subjugação em massa praticado pelo Estado, além de
representar um perfeito exemplo de injustiça social. Afinal, por que são apenas
os homens, e uma pequena parcela deles, obrigados a servir? Onde entra a
igualdade? Precisamos aprovar uma emenda na Constituição Federal e para isso
precisamos de sua ajuda, pois a sua participação nunca valeu tanto. Entre em http://www.petitiononline.com/ e
assine o abaixo-assinado que estamos fazendo (é rápido e fácil). Comente com
todos ao seu redor, exponha sua indignação, envie e-mails para os diversos
jornais de nosso país e para o Governo Federal. Embora não estejamos tão
acostumados com eles, nós temos direitos. Depois de assinar, passe essa mensagem
para todos os seus amigos. É rápido e fácil. Basta clicar em ENCAMINHAR e na
tela seguinte, depois de escolher a opção “Para: todos os amigos”, clicar em
ENVIAR.
Agradeço a sua participação! Juntos, você e eu vamos fazer um país melhor.
Movimento Nacional Contra
o Serviço Militar Obrigatório
Mais informações em http://www.maisbrasilong.zip.net/
ou nas comunidades
(http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=380488).
MANIFESTAÇÃO VIRTUAL
Consiste em uma manifestação através de e-mails, e provavelmente a mais efetiva. Deverão ser enviados e-mails para os principais órgãos de comunicação do Brasil, bem como para o sítio do Governo Federal, de preferência seguindo o modelo apresentado abaixo, que deverá ser distribuído a todos, o máximo possível. Os e-mails deverão ser enviados diariamente, num movimento constante, de preferência para órgãos diferentes, já que há a possibilidade de as entidades responsáveis barrarem nossos direitos com programas anti-spam.
A mensagem-padrão segue abaixo.
Envie para todos os que você conhece, bem como para todos os endereços abaixo:
ombudsman@uol.com.br, falecom@estado.com.br, governo@brasil.gov.br, heloisa.helena@senadora.gov.br, veja@abril.com.br, mailto:redação@carosamigos.com.br, cartas@istoe.com.br.
Assunto: Vamos mudar o País!
Mensagem:
Esta é uma manifestação democrática ONLINE.
Você é contra a desigualdade? Esta não é uma simples mensagem. É uma mensagem que pode mudar o nosso país. Ela foi enviada por ninguém menos que um amigo, e em amigos nós podemos confiar. Você conhece o Serviço Militar do Brasil e seu feio caráter obrigatório? Está na hora de mudar essa anacrônica herança de nosso país, que veio da República Velha, reforçada pelo período de ditadura militar. Esqueçamos das velhas histórias de civismo militar e pensemos na realidade. Isso que temos hoje resume um dos maiores exemplos de subjugação em massa praticado pelo Estado, além de representar um perfeito exemplo de injustiça social. Afinal, por que são apenas os homens, e uma pequena parcela deles, obrigados a servir? Onde entra a igualdade? Precisamos aprovar uma emenda na Constituição Federal e para isso precisamos de sua ajuda, pois a sua participação nunca valeu tanto. Entre em http://WWW.PETITIONONLINE.COM/nomedapeticao e assine o abaixo-assinado que estamos fazendo (é rápido e fácil). Comente com todos ao seu redor, exponha sua indignação, envie e-mails para os diversos jornais de nosso país e para o Governo Federal. Embora não estejamos tão acostumados com eles, nós temos direitos. Depois de assinar, passe essa mensagem para todos os seus amigos. Copie os endereços abaixo, cole-os na caixa de destinatário e vamos fazer valer nossas vozes. Envie esta mensagem aos endereços abaixo várias vezes, até que o seja instituído o serviço militar facultativo em nosso país.
ombudsman@uol.com.br, falecom@estado.com.br, governo@brasil.gov.br, heloisa.helena@senadora.gov.br, veja@abril.com.br, mailto:redação@carosamigos.com.br, cartas@istoe.com.br.
Agradeço a sua participação! Juntos, você e eu vamos fazer um país melhor.
Movimento Nacional Contra
o Serviço Militar Obrigatório
Mais informações em http://www.maisbrasilong.zip.net/
ou nas comunidades
(http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=380488).
DIVULGAÇÃO VIRTUAL
Resume-me em intenso trabalho de divulgação, através da distribuição de “propagandas” do movimento através dos mais diversos sítios da Internet. Blogs, páginas pessoais, comunidades e sítios de relacionamento devem ser explorados ao máximo.
DIVULGAÇÃO NACIONAL
Consiste em espalhar nos
mais diversos meios mensagens que divulguem a realidade e a manifestação. O
apoio da opinião pública é extremamente importante e indispensável em um
movimento como esse. Imprima cartaz, tire xerox, fixe-o nos lugares onde ele
será capaz de chamar a atenção do maior número de pessoas. Faça o seu próprio
movimento. Comente com todos ao seu redor sobre esse movimento. Faça tudo o que
puder para explicitar seu descontentamento, o qual corresponde ao
descontentamento de milhões de pessoas desse nosso
país.
ORGANIZAÇÃO NACIONAL
Qualquer um pode dar início a um movimento regional. Certamente você não é o único, e poderá encontrar apoio nas pessoas ao seu redor. Por menor que seja sua movimentação, ela será de extrema importância para o futuro do país. Perca o medo de agir em prol de seus direitos, caso contrário continuaremos a ser subjugados, explorados, inapropriados dos direitos básicos de uma democracia do progresso social.
- O Verdadeiro Valor da Sociedade
Os organizadores deste
projeto terminam neste último capítulo suas considerações acerca do Serviço
Militar e seu feio caráter obrigatório. O Serviço Militar Obrigatório deve e
será, mais cedo ou mais tarde, substituído pelo Serviço Militar Facultativo,
como já ocorreu em vários países, inclusive da América do Sul. Essa
substituição, uma vez bem planejada, resultará em um serviço mais digno, do qual
seja prazeroso participar. Voluntários surgirão para defender aquilo que já
definimos como “nacionalismo” ou “Patriotismo”.
O Brasil é um país
multifacetado formado por diversas etnias. A constituição de um sentimento de
nacionalismo geral é essencial para o processo de desenvolvimento da verdadeira
sociedade considerada de “primeiro mundo”. O que temos hoje é um afastamento,
por vezes progressivo, da sociedade e do Estado. Esse fato, herança da
colonização de séculos passado, ainda se faz sentir, e de modo forte e
persistente.
Acreditamos que ao obrigar o jovem a servir algo contra sua vontade, antes de criar um sentimento de união e “brasilidade”, o Estado acaba criando mais repulsa pela organização do Governo Brasileiro por parte dos alistados.
Nós não devemos temer a nós mesmos, afinal o que vem a ser o Governo Brasileiro? Um grupo de pessoas que deve servir ao povo Brasileiro, e a mais ninguém. Se o Governo Brasileiro, junto das Forças Armadas, desconheciam nossos argumentos, agora não o fazem mais. Esperamos que depois de nossos esforços, tenhamos, daqui a pouco tempo, uma nova realidade, um pouco melhor. O verdadeiro valor da sociedade, para todos nós, está nessa sociedade em paz.
8. Bibliografia
Kuhlmann, Paulo Roberto Loyolla - Núcleo de Estudos Estratégicos – UNICAMP. Serviço Militar Obrigatório no Brasil: Continuidade ou Mudança?
Tolstoi Leon. Excertos de seus trabalhos encontrados na Internet.
MINISTÉRIO DA DEFESA,
Brasil. Sítio na Internet,
DISEMI, acessado em Julho de
2005.
BRASIL. CONSTITUIÇÃO da
República Federativa do Brasil.
Corbett, Pedro. Manifesto contra o Serviço Militar Obrigatório. Retirado da Internet.
BRASIL. Regulamento da
Lei do Serviço Militar.
BRASIL. Lei do Serviço
Militar.
9. Divulgação
Atualizando o tema de nosso
projeto.
- Nova
propaganda passou a ser veiculada nos meios de comunicação após a confecção
deste projeto.
- O sítio do Ministério da Defesa reformulou-se, após a
confecção deste projeto, e apresenta-se agora com interface comum, mais limpa, a
todos os seus temas.